Momento de fartura
Eu fui um desses garotos que pegam pouca mulher. Eu era tímido, crítico demais e, para piorar, não era dos mais bonitos.
Quando entrei na faculdade, o jogo virou. De repente eu tinha me tornado razoavelmente popular, as garotas me adoravam, algumas se jogavam mesmo em cima de mim. Eu namorava quando entrei na faculdade, e uma hora ficou insustentável: tive que terminar minha relação para poder aproveitar mais a vida sem precisar trair.
Logo depois, comecei outro namoro. Nessa época, eu vivia o que eu achava que era meu auge: eu tinha MUITOS esquemas fora do meu namoro. Tempos depois, quando tive que mudar de cidade, veio o baque: eu não era ninguém aqui, e ainda por cima terminei meu namoro. Fora umas poucas trepadas aqui e acolá (algumas com colegas do trabalho – vacilo supremo!), minha vida sexual fora reservada a um vasto deserto. Demorou muito para isso acabar.
Tempos atrás, voltei a namorar. E junto veio um estalo: PÁ, às transas com a minha garota se somaram a outras, com garotas que conheço por aí. No início, tentei ser o mais fiel possível; o possível, contudo foi bem pouco.
Eu gosto da idéia de conhecer uma nova mulher, beijá-la, ouvir sua voz e o jeito como ela geme quando beijo seu pescoço; gosto de trazê-la para minha casa e fazê-la gozar – é incrível como cada uma tem um cheiro, um jeito de diferente de gozar, uma maneira de olhar para o pau quando ele se desvela sob a calça. A maioria delas tira minha calça e cueca de uma só vez – ansiosas, elas. Gosto de todas. Não consigo viver sem a idéia de poder, daqui a uma semana ou duas, conhecer uma nova garota e, assim que ela sumir da minha vida, sentir falta dela.
Uma garota me encontrou numa festa outro dia e falou “e aí, vagabundo? piranhão… putão…”. Falou brincando, porque ela já me tinha me dado mole, mas no dia eu estava com outra garota. Ela sabe que tenho namorada, e está na minha lista. Ela vai conhecer minha cama. Ela vai gozar na minha cama e, tímida, pedirá pra tomar banho antes de ir embora. Na hora de ir embora, vai torcer para eu pegar o telefone dela – o que eu vou fazer, é claro. Sou canalha, mas sou esperto.
Sexo anal
Sempre que falo com um certo amigo meu, discorremos um pouco sobre nossos recentes casos. Ele é bem mais tranqüilo que eu, bem mais quieto, mas dá suas sapecadas por aí. Eu estava contando sobre uma garota, e ele perguntou: “e aí, comeu o cu?”. Pela primeira vez, eu pensei por alguns segundos e mandei “por que o cu?”. Naquele momento, ficou muito claro que passei por algumas mudanças recentemente.
Quando eu era moleque, comer o cu era o maior troféu possível. “Porra, se tu comeu o cu é porque tu é fodão mesmo”. Rolava todo um lance de convencimento, de fazer a menina ficar tão afim que até aceitava liberar a porta de trás. E hoje eu percebo que conheci poucas mulheres que curtem sexo anal. Muitas fazem porque têm medo de que o namorado tente comer o cu de outras; outras dão porque acham que é uma recompensa para os caras que são bacanas com elas. A maioria das garotas – e isso é o pior de tudo – também não faz a menor idéia de como deve ser feita a higiene antes do anal.
Não consigo imaginar nada pior do que estar no meio de uma bela trepada e sentir cheiro de merda – e isso já aconteceu em 80% das vezes em que comi cus. Mesmo assim, continuava querendo comê-los. O lance do troféu, de submeter a menina (sim, eu gosto pra caralho disso). Com o tempo, tenho preferido receber uma bela chupada ou comer uma buceta quando a garota está encharcada. Rola muito mais tesão. Nada de “vamos lá, não vai doer”. Ficar pedindo é um saco, estou muito velho para isso. E existem meios muito mais bacanas de estabelecer uma relação de submissão entre os dois (tanto da mulher pelo homem quanto o contrário): coleiras, algemas, tiras de pano, uso da força física de forma controlada, palavras. Sem possibilidade de cheiro de merda, de dores indesejáveis, etc.
É claro que não generalizo – conheci garotas que realmente gostavam de sexo anal. Uma em especial: ela não aceitava trepar uma vez sequer sem dar o cu. Acho até que ela nem curtia muito na buceta (apesar de ser uma exímia trepadeira em todas as posições possíveis). Ela dava uma chupada de outro mundo, se contorcia quando recebia sexo oral e sabia rebolar como poucas que conheci, mas só se realizava quando estava tomando pau no cu. Fazia higiene direitinho, sabia conduzir o barato todo de forma que ela não ficaria sem sentar por dois dias. Mas só era tão bom porque ela queria muito, tinha um tesão ferrado em sexo anal. E tudo que é feito com muito tesão é bom sempre.
Putz, me deu vontade de ligar para essa garota.
Ela não sabe.
… mas será que ela não sabe mesmo?
Minha namorada estava na casa dela, repousando nos seus sonhos mais ternos, quando eu estava me pegando com a loira na madrugada. Não lembro o que o DJ tocava, ou quem estava por perto na hora. Lembro, isso sim, que minha mão avançou por baixo da saia daquela loira deliciosa, e cheguei a sentir meus dedos úmidos por cima da sua calcinha.
Ah, a vitória de sentir os dedos úmidos depois de tocar uma mulher entre as pernas. O melhor dos troféus para um homem.
Eu mordi os lábios daquela boca extraordinariamente suave, a loira exclamava enquanto minha língua passeava por seu pescoço: “você pega tão gostoso… (suspiros)”. Gostosa. Um dos meus braços segurava sua cintura, enquanto uma mão deslizava pela coxa – que eu apertei com força, provocando um gemido que valeu minha noite. Quando me dei conta, duas horas haviam se passado e os seguranças estavam nos expulsando. As luzes se acenderam e vi mais claramente seus olhos: eram verdes e muito parecidos com os de Tainá, uma das mulheres que mais me marcaram nessa vida bagunçada. Não sei se foi só por isso, mas quis dar carinho para a garota.
Saindo da casa noturna, já às sete da manhã, entramos em seu carro. Ela deitou a cabeça em meu peito, como que pedindo carinho. Não achei aquilo um sinal de carência; naquelas poucas horas, ela já havia sido uma devassa, demonstrado um bom papo e, para terminar a noite, se mostrou uma mulher muito doce.
Naquela noite, ela foi minha amante e fui dormir com o seu cheiro. A muitos quilômetros dali, minha namorada estava no sétimo sono, feliz, tranqüila. Já se passaram alguns dias e ainda não liguei para a loira, mas a vontade é grande.
Sou um canalha…
… mas quero ser sincero. Quero poder gritar minhas verdades, mas as paredes se fecham em cima de mim e não há ninguém para ouvir.
Eu nunca pensei em fazer um blog-diarinho, mas chegou o momento em que quero dizer tudo sem ser julgado. Quero escrever sobre outras garotas sem o medo de que minha namorada leia tudo; quero escrever sobre meus amigos sem que eles fiquem ressentidos e me botem na fogueira; quero, enfim, dizer coisas que eu jamais pude dizer por medo.
Bem vindos, meus queridos.